Franquias: Especial Marvel 10 anos de sucesso nos Cinemas – Fase 1

Originalmente a Marvel era apenas uma editora de revistas em quadrinhos americanos e mídia, mas hoje é também conhecida por suas grandes produções cinematográficas. Inicialmente a Marvel Studios tinha parceria cinematográfica com a Paramount Pictures, mas após muitos sucessos ela foi comprada pela Disney, assim consolidando o sucesso nos cinemas de personagens icônicos como Homem de Ferro, Capitão América e o grupo Os Vingadores.
No meio da década de 1990 a empresa passou por uma grave crise financeira, o que a fez vender os direitos de alguns de seus mais rentáveis personagens para empresas de mídia como o Homem Aranha, Quarteto Fantástico, X-Men, entre outros. Após algum tempo a Marvel acabou se reerguendo e sob os sucessos e desastres nos cinemas e em outras mídias da sua concorrente DC, a Marvel decidiu formar seu próprio Universo Cinematográfico. Sem muitos heróis com grande fama nas HQs a sua disposição, a Marvel resolveu se arriscar e apostou em um herói dinâmico sob a interpretação do ator que na época era visto como problemático este era Robert Downey Jr., que trouxe uma releitura do Homem de Ferro em uma trama mais dinâmica na estória do personagem, o resultado foi um filme de grande sucesso de público e crítica, tido como a produção com os melhores efeitos realistas da época.
Desta maneira a Marvel começou seu Universo, se consolidando com o lançamento do primeiro filme do Capitão América e da tão esperada reunião dos Vingadores nos cinemas, este sendo um marco que concretizou seu sucesso por todo o mundo.

A Marvel Studios está comemorando dez anos de sucesso nos cinemas, então vamos relembrar todos os filmes das Fases 1,2 e 3 da forma cronológica correta. Vou analisar como uma espectadora e grande admiradora do Universo Cinematográfico Marvel, relembrando que as analises aqui descritas são apenas a minha opinião, cada um tem sua opinião e seus próprios gostos.

Fase 1:

Capitão América: O Primeiro Vingador

Considerado o filme de abertura do Universo Compartilhado Marvel, foi lançado no ano de 2011 e planejado justamente para compor o futuro universo dos Vingadores e assim consolidar o sucesso da Marvel nos cinemas já que os dois primeiros filmes do “Homem de Ferro” e o primeiro filme do Thor já haviam sido lançados e tido considerável sucesso (apesar de que o primeiro filme do Homem de Ferro foi o mais rentável dentre os três). Após seu lançamento, foi definido como o primeiro filmes dos Vingadores onde o Capitão América se tornou novamente um líder. Neste primeiro filme, conhecemos a origem do Capitão América, ainda como o magricela Steve Rogers que participa do procedimento do Dr. Erskine, criador do soro Supersoldado, mas após o sucesso do procedimento, o Capitão teve de se provar. No início o Capitão agiu como um mero ator promovendo a venda de ativos para a Guerra em apresentações em diversas cidades dos EUA. Isso acaba mudando quando seu amigo Bucky Barnes é mantido prisioneiro pelo Caveira Vermelha e ao salvá-lo se torna o verdadeiro Capitão América, destrói as forças do Caveira, perde seu amigo Bucky em uma emboscada, mas no fim consegue derrotar o Caveira Vermelha com o Tesseract. O Capitão acaba se afundando com o avião cheio de bombas no meio do ártico, ficando congelado por quase 70 anos e despertando em uma nova era.

 

Análise: Uma das melhores coisas deste filme é a caracterização do personagem Caveira Vermelha, interpretado brilhantemente por Hugo Weaving que deu vida ao vilão que mais parece que saiu direto das HQs para as telonas, outro vilão que ficou bem característico é o Dr. Arnim Zola, um cientista aficionado por suas invenções, mas que percebe que a loucura do Caveira Vermelha iria leva-lo a sua morte, sendo assim após ser preso pelos Aliados decide seguir seu próprio caminho da vilania. Apesar de Chris Evans já ter interpretado outro personagem da Marvel (Tocha Humana em “Quarteto Fantástico” em 2005 e 2007) ele conseguiu sair totalmente de seu antigo personagem que era divertido e irresponsável e interpreta aqui um Capitão que é totalmente o oposto, um cara sério e decidido que faz de tudo para provar ser mais do que aparenta, consegue assim transmitir ao espectador o melhor do Capitão América.
Outros personagens se destacam como o bom Dr. Erskine, a bela e corajosa Agente Carter (que merece mais temporadas da sua série solo “Agente Carter”, pois sua personagem tem muito potencial), também o General Phillips são personagens importantes para a transformação de Rogers em Capitão América. Outros elementos também se destacam como a mudança na origem do personagem Bucky Barnes que nas HQs é apenas um menino (um tipo de Robin da Marvel), mas que coube muito bem como um adulto nesta releitura da origem do Capitão, Howard Stark também teve breve importância na estória (sendo que, o que mais chama atenção é a tamanha semelhança do ator Dominic Cooper com Robert Downey Jr., seu futuro filho em “Homem de Ferro”) e a boa surpresa é a presença do Comando Selvagem, uma unidade especial de elite americana que atuava durante o período da Segunda Guerra.

 

Enfim o filme consegue resgatar a nostálgica estória do Capitão América, em um enredo que o coloca como principal, mas não como o grande herói, pois o Capitão somente venceu porque tinha sua tropa, seus amigos e seu país ao seu lado, todos os Aliados estavam unidos por um único objetivo: derrotar o Caveira Vermelha e a Hidra e por um fim a Segunda Guerra Mundial.
O filme abre as portas para o Universo Cinematográfico Marvel com nostalgia e simplicidade, tirando o melhor das HQs do Capitão América e as transportando para as telas para aqueles que são fãs ou não, todos se sentem confortáveis e satisfeitos em ver este filme que faz referencias gritantes as HQs, com crianças adquirindo HQs do Capitão América, suas apresentações com o uniforme original, seus filmes em preto e branco e o escudo tão importante para o personagem. Um bom filme para começar a entender estes 10 anos de sucesso do Universo Cinematográfico Marvel e o porquê deu tão certo.

Homem de Ferro

Primeira produção filmada do Universo Marvel nos cinemas, lançado em 2008. Nesta época a Marvel ainda tinha parceria com a Paramount, o estúdio apostou no duvidoso Robert Downey Jr. (na época o ator não tinha boa fama por seus antecedentes com drogas), para ser o protagonista da produção, mas o diretor Jon Favreau apostou que esses antecedentes seriam perfeitos para a composição do personagem. O filme conta a origem do futuro herói Homem de Ferro, seu alter ego Tony Stark, um bilionário da indústria do armamento que sofre um ataque terrorista. Neste ataque, Stark acaba se ferindo gravemente e é destinado a conviver com um mini Reator Arc acoplado em seu peito para não morrer. Sequestrado e mantido cativo por meses consegue escapar com uma nova invenção, uma armadura. Ao voltar para casa, Tony decide mudar de vida encerrando a linha de produção de armamento de suas indústrias o que incomoda muita gente principalmente seu então amigo e sócio Obadiah Stane.
Stark aprimora seu projeto do Homem de Ferro, construindo uma nova armadura tecnologicamente avançada e quase indestrutível, a usando para ajudar as pessoas. Obadiah revela então ser o verdadeiro mandante do sequestro de Tony, ambicioso, ele rouba o projeto do primeiro Homem de Ferro, quase mata Tony e rouba-lhe o mini Reator Arc que estava em seu peito, completando sua armadura, se tornando o vilão Monge de Ferro.  Stark com seu antigo mini reator veste sua armadura e apesar da pouca energia disponível nela, entra em uma grande luta contra o Monge de Ferro. Em um último esforço Tony “frita” seu grande Reator Arc do seu prédio que acaba matando Obadiah. No fim o ego de Tony é tão grande que ele revela ao mundo ser o Homem de Ferro.

 

Análise: Um personagem um tanto difícil de ser colocado nas telonas, muito pelo fato de Tony Stark ser um homem visto nas HQs como depressivo, alcoólatra e arrogante. Este foi o primeiro filme independente produzido pela Marvel Studios que precisou dar uma atualização no herói além de uma releitura da origem do mesmo. Aqui somos apresentados a personagens que foram substanciais para a consolidação do Homem de Ferro nas HQs como, por exemplo, vemos a sua amizade inabalável com o Coronel James Rhodes, uma quedinha por sua secretaria Pepper Pottis, mas com certeza o melhor deles é o vilão Monge de Ferro que nas HQs foi o responsável pela primeira grande queda do herói (nas HQs, Tony acabou até mesmo declarando falência, por Obadiah ser seu grande rival nos negócios). O vilão foi muito bem colocado sendo sua releitura fácil de compreender e incorporar na estória. Devo ressaltar algumas cenas desse primeiro filme que me impressionaram, como o embate entre o Homem de Ferro e o Monge de Ferro que é empolgante e palpitante, pois o herói não está com sua força total e pode morrer apenas por estar usando sua armadura. Outra cena de tirar o folego é a da perseguição do voo do Homem de Ferro por militares americanos, nesta cena vemos o quanto os efeitos especiais são realistas e não deixam o espectador tirar os olhos da tela. Voltando para a escolha do ator, Downey Jr. é com certeza o mais perfeito para interpretar o gênio problemático, mas que aqui vemos nele uma dinâmica mais leve com o personagem que se inicia como o herói Homem de Ferro.

 

Pois bem, o Homem de Ferro excedeu as expectativas do público e crítica da época sendo considerado um dos melhores e mais bem feitos filmes de super-heróis dos últimos tempos e ainda podemos dizer que este é o carro chefe para a entrada da Marvel e seu universo nos cinemas.

O Incrível Hulk

Resultado da parceria entre a Universal e a Marvel Studios, o filme foi lançado em 2008. A trama se inicia anos depois do acidente com raios gama que transformou o cientista Bruce Banner no monstro verde gigante intitulado Hulk, que acabou ferindo muitas pessoas inclusive Beth Ross (sua namorada). Ameaçado pelo General Ross, Banner acaba fugindo até que acaba sendo encontrado em meio à favela do Rio de Janeiro, sendo perseguido, o Hulk se liberta novamente o que leva Banner de volta a Virginia em busca do Mr. Blue, um correspondente secreto que o está ajudando na busca de um antidoto para acabar com o “outro cara”. Após um reencontro dramático com Beth Ross que resultou em uma batalha contra as forças do General Ross, quase resultando na morte de Beth, Bruce e Beth fogem e chegam à Nova York onde encontram o Mr. Blue que na verdade é o cientista Samuel Sterns (futuro vilão Líder) que o ajuda a se livrar temporariamente do Hulk. No fim Hulk tem que voltar para salvar a cidade do Abominável (outra criação do General Ross) e após uma luta quase mortal, Hulk o vence e acaba fugindo novamente para longe de tudo.

 

Análise: Um enredo conciso que dá uma grata importância a Bruce Banner e aos problemas que enfrenta por conta de seu acidente. É interessante que o filme não conta novamente à estória que todos estamos cansados de saber, a origem do Hulk é contada enquanto os créditos iniciais se passam e as consequências desse acidente é o verdadeiro foco do filme, o que o torna extremamente interessante e nostálgico, pois nos desenhos víamos o Hulk sempre fugindo do General Ross enquanto Banner tentava achar uma cura para seu problema.
A interpretação de Edward Norton como um Banner cauteloso e assustado é convincente e talvez um dos motivos que permite o espectador assistir o filme até o fim, além da presença de Beth Ross e do General Ross que enriquecem a estória sendo eles personagens cruciais para o desenrolar da trama. O roteiro a meu ver, convence e agrada principalmente por não exibir muito tempo de tela o Hulk, e esse é o ponto onde queria chegar, o pior do filme é justamente seu herói, o Hulk é muito mau feito, seus efeitos especiais são muito abaixo do esperado principalmente para o ano de 2008 em que os efeitos especiais já estavam mais avançados, mas apesar da tecnologia, a Universal não conseguiu trazer um Hulk decente para as telas, uma pena porque o enredo do filme poderia dar uma ótima continuação e até mesmo o ator poderia se unir definitivamente ao universo Marvel (apesar de Mark Rufalo não deixar a desejar sua interpretação do Hulk).
Outro elemento que gostei de ver foi o vilão Abominável, interpretado por Tim Roth que traz o vilão em sua melhor forma, numa loucura escalada que aparece de dentro para fora, apesar de que sua transformação, assim como a de Hulk, também deixa muito a desejar sendo que sua luta fina acaba sendo tão cansativa de se ver, que entristece o espectador pelos péssimos efeitos especiais. Fiquei triste também pelo filme não ter tido continuação, pois seu enredo deixou uma brecha para uma continuação ao mostrar a origem do grande inimigo do Hulk, o Líder, que acabou se tornando apenas uma promessa de uma sequencia que nunca aconteceu.  

 

Apesar dos problemas com os efeitos especiais no Hulk, o filme em si agrada pelo roteiro bem elaborado, abordando os problemas de Bruce e sua vida de fugitivo, em contrapartida seu lado como Hulk traz certa semelhança com as HQs e desenhos, pois Hulk não era um vilão e sim um ser mau compreendido que se mostra um verdadeiro herói. O filme se acopla ao Universo Cinematográfico Marvel no momento em que Tony Stark aparece para conversar com o General Ross sobre a iniciativa Vingadores, além de outros elementos mencionados durante o filme, como a aparição de Stan Lee, da SHIELD e de um laboratório das Indústrias Stark. Uma pena não terem feito uma continuação e pelo jeito isso jamais irá acontecer, pois a Universal após o sucesso do Hulk no filme dos Vingadores parece não querer nem conversar sobre uma parceria com a Marvel Studios, o que penso ser uma tremenda tolice, pois a Sony ganhou bastante dinheiro e visibilidade com sua recente parceria.

Homem de Ferro 2

Lançado em 2010 a sequencia Homem de Ferro é mais uma parceria da Marvel Studios com a Paramount Pictures. Neste filme Tony Stark agora é conhecido mundialmente como o Homem de Ferro, um herói recém-assumido, mas que desperta a inveja de muitos, como Ivan Vanko que consegue construir um mini Reator Arc que o torna o Chicote Negro e Justin Hammer um fabricante de armas rival de Stark. Os dois se unem para destruir Tony Stark que está passando por um período difícil, já que o paládio em seu reator do peito o está matando lentamente e ele não consegue encontrar um substituto para este material, assim aos poucos ele vai deixando tudo o que tem para as pessoas que confia, mas isso também faz Stark perder a credibilidade entre as pessoas que ama, é então ajudado pela SHIELD a encontrar uma solução do seu problema que estava o tempo inteiro de baixo de seu nariz. Assim ele descobre os planos de Hammer que é enganado pelo Chicote Negro, que acaba controlando a Maquina de Combate e diversas outras armaduras contra Stark. No fim há o embate entre o Homem de Ferro e a Maquina de Combate contra o Chicote Negro que acaba derrotado, assim como Hammer que acaba preso e Tony consegue finalmente ver um futuro para si e para Pepper.

 

Análise: Esta sequencia vem embalada após o sucesso do primeiro filme, o que podemos esperar do Homem de Ferro? Bem, está mais egocêntrico que nunca e isso é uma característica que Downey Jr. sabe bem passar ao espectador, que o vê cada vez mais como a personificação do Homem de Ferro. Gostei muito da mudança de personalidade da Pepper Potts, antes uma simples secretaria, agora presidente das empresas de Tony, muito mais decidida e com um gênio forte conseguindo colocar Tony em seu lugar, apesar de que o mesmo está morrendo então dá certa pena em vê-lo sendo desprezado por Pepper, pois é visível uma conexão maior entre os dois neste filme.
A troca do interprete do Coronel Rhodes foi uma surpresa, apesar de que para a personalidade do personagem o ator Don Cheadle foi uma escolha mais sensata que Terrence Howard, que apesar de ter feito um bom Rhodes no primeiro filme, não lembrava muito a seriedade e responsabilidade do personagem nas HQs. A entrada da Maquina de Combate ficou convincente e empolgante, causando certo pensamento do que poderemos ver dele no futuro. A presença da SHIELD foi muito bem marcada pelo Agente Coulson e Nick Fury muito mais participativos na trama, mas o melhor com certeza foi a apresentação de Natasha Romanoff, a Viúva Negra muito bem interpretada por Scarlett Johansson que traz a Agente em sua melhor forma, principalmente quando a mesma se revela em uma pequena briga contra os capangas de Hammer. Os vilões são outro ponto alto do filme, Justin Hammer um idiota da indústria das armas faz o sangue de qualquer espectador ferver pela sua arrogante tolice em querer se equiparar a Tony Stark, com a inteligência de uma ameba já que o mesmo, inocente ou não, acaba por confiar estar no controle do real vilão do filme, Ivan Vanko ou mais conhecido Chicote Negro que leva Hammer na conversa e consegue o controle das armas do mesmo, quase pondo fim a Tony e a todos em seu caminho.

 

Uma boa sequencia de um herói que está prosperando, aqui ainda vemos um Tony Stark dinâmico, mas que está começando a mudar seus conceitos e personalidade conforme o tempo passa e suas responsabilidades como Homem de Ferro aumentam.

Thor

Primeiro filme do herói e deus asgardiano Thor que foi lançado em 2011 e fechou a apresentação do ciclo de heróis que virão a serem os Vingadores. A trama nos apresenta Thor que se prepara para assumir o trono de seu pai Odin em Asgard, mas após o ataque de alguns Gigantes de Gelo ele, Loki e seus guerreiros mais fiéis invadem Jotunheim (planeta dos Gigantes de Gelo), contra a ordem de Odin para enfrenta-los. Com essa desobediência, Thor é banido por seu pai que tira seu poder divino e seu amado Mjolnir para Midgard (Terra) a fim de que apenas retomasse seus poderes quando fosse realmente digno deles não sendo mais arrogante e prepotente. Em contrapartida seu meio irmão Loki descobre sua verdadeira origem, ele é adotado e na verdade um Gigante de Gelo, filho do rei Laufey. Loki toma o trono após Odin cair no “Sono de Odin” e Thor acorda na Terra desorientado e conhece a astrofísica Jane Foster, que o ajuda a se adaptar em sua nova condição, Loki usa seu novo status para subjugar todos em Asgard e os guerreiros de Thor se rebelam, com a ajuda de Heimdall, conseguem se transportar para a Terra, Thor encontra seu martelo, mas não consegue levantá-lo. Depois de um tempo, Thor reencontra seus guerreiros, mas com eles a arma, Destruidor vem em seu encalço para matar Thor, que o enfrenta como um humano qualquer e acaba muito ferido. Mesmo em seu sono, Odin vê a situação do filho e compreende que sua lição foi aprendida liberando os poderes de Thor, que aniquila a armadura Destruidor e volta para Asgard para destronar Loki. Loki então mata Laufey para se provar digno do trono, mas suas mentiras vêm à tona, Loki então vai até Bifrost a usando para destruir o mundo dos Gigantes de Gelo, Thor e Loki se enfrentam e no fim para evitar a catastrófica destruição de um mundo inteiro, Thor destrói parte de Bifrost e Loki acaba caindo no esquecimento do Universo.

 

Analise: Devo dizer que como filme de origem, a estória por vezes decepciona, mas ainda consegue manter o espectador com os olhos na tela muito por seu ótimo e complexo vilão Loki, interpretado por Tom Hiddleston que passa toda a inveja e ganancia enrustidas no personagem, que não perde a pose nem quando tudo está perdido. Por outro lado, o herói título passa a irresponsabilidade, arrogância e imprudência que o personagem pede, apesar de que sua estória com Jane Foster enjoa e chateia o espectador, pois o casal parece não ter a menor química na tela (Jane Foster nas HQs é uma enfermeira, já nas telas passou a ser uma astrofísica o que ficou legal se ela não desmaiasse cada vez que visse Thor). Asgard é uma preciosidade, uma bela cidade muito bem produzida como um paraíso dos deuses, bem como toda a cultura celta apresentada, em contra partida o reino de  gelo governado por Laufey é impressionante, principalmente pela primeira batalha entre o grupo de Thor contra os Gigantes de Gelo. Falando no grupo de guerreiros, temos a presença de Lady Sif e os três guerreiros, esse são os melhores amigos e parceiros de Thor bem como são sua contra parte nas HQs.
A SHIELD também tem grande presença no filme com uma participação especial de Clint Barton mais conhecido como Gavião Arqueiro. Não podemos esquecer Odin, interpretado por Anthony Hopkins, o pai de todos é apresentado como um homem imponente, mas que já está em idade avançada sendo que sua força está diminuindo a cada dia, também Heimdall o sentinela de Argard é a ponte entre Asgard e Midgard, ponderado e sereno como é sua personalidade.

 

Um bom filme para continuidade do Universo Marvel, mas infelizmente é também um filme maçante, em grande parte por não abordar a redenção de Thor e ficam as perguntas: Como ele conseguiu se tornar mais complacente em tão pouco tempo? Será que apenas por conviver algumas horas com Jane Foster tal milagre aconteceu? São perguntas que me ocorreram durante todo o filme.
Sinceramente não sei se foi preguiça ou pouco dinheiro, mas talvez se abordassem no filme a verdadeira saga de Thor como humano nem se fosse apenas por uma passagem de tempo de um ano, o filme se tornaria mais interessante e o público poderia ver o melhor lado de Thor que não seria visto como um “bombado” que só pensa em brigar, se tornaria um homem sensato, bondoso e com compaixão como nas HQs. Falando nelas, nas HQs quando Thor se torna completamente humano ao ser banido, ele não se lembra de sua origem, era um médico manco que se chamava Donald Blake. Talvez se tivessem se mantido na estória original, com apenas algumas adaptações, o filme se tornaria mais interessante e agregaria na concepção e maior aceitação do herói nórdico pelo público e crítica.

Os Vingadores

A tão esperada reunião dos super-heróis da Marvel nos cinemas aconteceu no ano de 2012 e aqui foi consolidado o sucesso da Marvel Studios. Neste filme vemos os heróis Homem de Ferro, Hulk, Capitão América, Thor, Viúva Negra e Gavião Arqueiro reunidos por um único proposito: Salvar o mundo. O vilão Loki reaparece após sua aparente morte no primeiro filme do Thor, ele rouba o Tesseract das mãos da SHIELD e após se apoderar da mente do Gavião Arqueiro e do Dr. Erik Selvig, sai em busca do material necessário para abrir um buraco de minhoca, assim podendo comandar uma invasão alienígena na Terra. Os heróis então se unem após a captura de Loki, mas convivem com muita duvida e discussão entre eles, o que acaba sendo essa a armadinha de Loki e seus fantoches humanos, que invadem a base da SHIELD, roubam seus dados e libertam Loki, divididos e com a morte do Agente Coulson, eles se unem durante a invasão alienígena em Nova York e se tornam finalmente os Vingadores. Travando uma batalha épica que resultou em muita destruição. O Homem de Ferro se sacrifica levando uma bomba nuclear para dentro do buraco de minhoca e isso quase custa sua vida. No fim os heróis salvam o mundo e seguem suas vidas com a promessa de retornarem quando o mundo mais precisasse.

 

Análise: A primeira reunião dos heróis mais poderosos da Terra poderia dar muito certo como também poderia dar muito errado, mas o diretor Joss Whedon conseguiu organizar a trama sem que ninguém fosse esquecido ou deixado de lado. Todos os componentes tem sua importância sendo que, no final todos mostraram suas melhores habilidades e juntos conseguiram derrotar o inimigo em comum, formando assim uma aliança de confiança e amizade entre eles. Os Vingadores já tiveram diversas formações nas HQs, mas essa foi uma bela combinação do grupo super-poderoso até mesmo pela adição dos Agentes da SHIELD Gavião e Viúva que são de suma importância para o termino da batalha, pois apesar de não terem super-poderes ou aparelhagens especiais, as suas habilidades de luta os ajudam a não serem tão inferiores na batalha com os alienígenas Chitauris. Estes podemos ver que são a primeira leva de soldados do futuro vilão Thanos e este ataque foi apenas um teste para ver todo o poderio que a Terra possui, por este motivo entendo porque Thanos não se irritou ao saber da derrota de suas forças.
O real vilão deste filme é mesmo Loki, que reaparece com toda a pompa como um verdadeiro deus e toma facilmente o que acha que lhe pertence. Percebi que dentre todos os vilões dos filmes do Universo Marvel, Loki se mostra o mais habilidoso e complexo vilão que apesar das aparentes derrotas, nunca desiste de seu objetivo se tornando talvez o vilão mais esperto de todos até o momento, o que é muito bom, pois pode ser reutilizado em outras mídias e também futuros filmes como aconteceu agora, mas também é ruim, pois mostra uma fragilidade da Marvel em conceber vilões convincentes para os cinemas, talvez Thanos possa cumprir esse requisito, pois o vilão não consiste apenas na maldade em si, mas em causa, objetivo e conquistas.
Outro elemento bem apresentado foi a SHIELD, com seu estupendo porta-aviões e seus mais valorosos Agentes como Coulson e Nick Fury, seu diretor que de tão bom conseguiu mudar a caracterização do personagem nas HQs. O melhor do filme com certeza é o Hulk, em minha opinião foi muito bem produzido e roteirizado, o Hulk de Mark Rufalo beira a perfeição, diferente do apresentado em seu filme solo, em Os Vingadores, Hulk aparece mais maduro e controlado, sua condição ainda o perturba, mas parece que aprendeu a conviver com “o outro cara”. Sua primeira transformação impressiona, passa um Hulk verídico com movimentos bem melhor captados e sua cor de um verde comum que não o torna tão cheio de efeitos, suas lutas são gostosas de ver e sua contraparte Bruce Banner consegue convencer o espectador e até mesmo animar para um futuro filme solo (o que para a tristeza de todos nunca vai acontecer).

 

Um filme que deu certo em todos os sentidos, que não se preocupou em dar um novo vilão, pois nos deu um que já conhecemos e gostamos, ao mesmo tempo nos deu uma premissa do que esta por vir no futuro da Marvel nos cinemas, com uma equipe que se complementa em todos os aspectos e tem uma grande sinergia, está é uma ótima primeira experiência que vai se repetir ainda por muitos filmes.

 

Aqui acaba a Fase 1 da Marvel Studios!

Jessica Potter

Formada em História, Escritora e amante do Universo Geek.

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