Franquias: Especial Marvel 10 anos de sucesso nos Cinemas – Fase 2

Segunda parte desse especial em que trilhamos as fases da Marvel Studios nos cinemas, em filmes que são grandes sucessos de público e que ajudaram a trazer os grandes sucessos das HQs para as telonas.

A Marvel Studios está comemorando dez anos de sucesso nos cinemas, então vamos relembrar todos os filmes das Fases 1,2 e 3 da forma cronológica correta. Vou analisar como uma espectadora e grande admiradora do Universo Cinematográfico Marvel, relembrando que as analises aqui descritas são apenas a minha opinião, cada um tem sua opinião e seus próprios gostos.

Fase 2:

 

Homem de Ferro 3

Em 2013 a Marvel Studios lançou o terceiro e último filme da franquia Homem de Ferro, que deu continuação ao Universo Cinematográfico Marvel, logo após o sucesso estrondoso de Os Vingadores. Neste filme acompanhamos a vida de Tony Stark após o incidente em Nova York e como está lidando com seu trauma, pois está com estresse pós-traumático. Um novo vilão surge, o Mandarim, um terrorista que está aterrorizando o mundo com ataques em diversas partes dos EUA. O amigo de Tony, Happy é ferido quase mortalmente em um desses ataques o que acaba irritando Tony que ameaça o Mandarim. Isso faz com que seja atacado em sua própria casa, Tony quase morre, mas se salva e vai para o Tennessee encontrar um meio de parar o Mandarim, mas fica sem recursos e é ajudado pelo garoto Harley a consertar sua armadura e a se reerguer. Tony acaba sendo atacado por um dos soldados do Mandarim e descobre que eles são usados como uma arma por uma tecnologia chamada Extremis, ele escapa e vai atrás do local onde o Mandarim está e descobre que ele é apenas um fantoche, um ator no teatro e que essa encenação foi montada por Aldrich Killian que é o verdadeiro Mandarim, este acaba sequestrando Pepper para fazer Tony terminar o projeto Extremis. Tony e Rhodes que também fora sequestrado, conseguem escapar do cativeiro e vão atrás de Killian que está com o presidente dos EUA e irá matá-lo em rede mundial. Stark chama sua Tropa de Ferro e junto com Rhodes salva o presidente e detém Killian que morre pelas mãos de Pepper que está com o Extremis em seu corpo. No fim, aqueles que ajudaram Killian são presos e Tony retira os estilhaços do coração com o Extremis aperfeiçoado.

 

Análise: Neste último filme solo do herói, vemos um Tony diferente, mais frágil e cheio de problemas (muito diferente dos primeiros filmes do herói), foi um filme muito bem promovido, mas que decepciona e de certa maneira empolga (empolga até o momento da grande reviravolta onde descobrimos quem é o verdadeiro Mandarim), o decepcionante é que o grande arqui-inimigo do Homem de Ferro nas HQs, o Mandarim, é aqui mostrado como um mero ator, sem nenhuma importância, o que a meu ver é um insulto, pois o personagem tem grande importância e influencia na evolução do personagem Homem de Ferro, fora que o poder dos dez anéis do Mandarim era algo que todo o fã gostaria de ver nas telonas e infelizmente não aconteceu. É uma pena não terem utilizado o real Mandarim, pois tinha muito potencial e enriqueceria o enredo e trajetória do Homem de Ferro como fez nas HQs, por ser uma figura dominante e por já terem preparado o terreno de uma possível aparição ainda no primeiro Homem de Ferro.
O real vilão do filme é Aldrick Killian, apresentado aqui como o fundador da I.M.A. (nas HQs a I.M.A. foi criada pelo Barão Von Strucker durante a Segunda Guerra, ela desenvolvia armamentos para a Hidra, se desligando dela mais tarde), demonstrado como um mero peão no início do filme acaba impressionando o espectador por ser o grande gênio do mal por trás da estória, conseguindo se colocar bem como vilão. A tecnologia Extremis é bem proposta no filme com os soldados Extremis aterrorizando a população dos EUA. O que mais senti falta foi do toque de mestre de Jon Favreau, que desta vez cedeu à direção do filme para Shane Black que consegue dar vida ao filme, mas sinto que lhe faltar algo a mais, algo que Jon sabia que fazia dos filmes do Homem de Ferro únicos, este parece mais um filme cartunesco com um toque de realidade puxada principalmente por fazer o espectador pensar sobre o ego, as consequências de nossos atos aparentemente inocentes, a vingança, o poder e o nosso maior problema hoje em dia, o terrorismo e a fantasia que há neste meio que cria o terror e o medo fazendo os melhores homens se renderem ao seu instinto mais cruel.

 

Homem de Ferro 3 nos dá uma sensação de termino mau acabado, todos esperavam mais de um enredo que compõe o Mandarim, não precisava deixa-lo igual as HQs, mas tirar sua essência foi o que mais decepcionou, pontuo sempre que escolher um bom vilão, e apenas um para compor uma estória é melhor que construir um enredo em cima de vários, vide “Homem Aranha 3” que teve em seu enredo três ótimos vilões que não casaram com a ideia abordada no filme, acabaram por confundir todo mundo e se tornou o grande problema do filme que resultou em um fracasso de público e crítica. Isso não aconteceu com Homem de Ferro 3, muito pela qualidade dos filmes da Marvel e por Robert Downey Jr. carregar boa parte do filme nas costas, mas ainda bato na mesma tecla, se tivessem escolhido como vilão o verdadeiro Mandarim ou mesmo a verdadeira I.M.A. com seu MODOK, talvez o filme teria feito mais sucesso e provavelmente seria o melhor de todos já produzidos pela Marvel Studios.

 

Thor: O Mundo Sombrio

Segundo filme do herói asgardiano Thor, lançado em 2013. O filme se passa logo após “Os Vingadores” (2012), em que Thor volta para o Reino de Asgard junto com seu irmão adotivo Loki que é levado para frente de Odin para enfrentar seu julgamento sobre suas ações na Terra, ele é condenado a prisão perpetua por seus crimes, assim Thor sai pelos Nove Reinos para travar batalhas a fim de trazer a paz a todos. Enquanto isso na Terra, a astrofísica Jane Foster descobre uma anomalia em uma fabrica abandonada, onde as leis da física ficam irregulares em alguns pontos, ela acaba sugada por um vórtice e é levada para o Mundo Sombrio onde reside o Éter, este elemento entra no corpo de Jane e a deixa com poderes sobre-humanos. Os asgardianos descobrem um raro alinhamento entre os Nove Reinos e Heimdall conta a Thor que Jane desapareceu por alguns instantes da Terra, assim Thor a busca, a levando para Asgard para ver o que há de errado com seu corpo, os médicos asgardianos não conseguem remover o elemento e Odin revela a Thor e Jane que ela está com o elemento Éter em seu corpo, o que confirmaria uma antiga profecia. Os Elfos negros despertam e sob a liderança de Malekith, vão atrás do Éter invadindo e destruindo tudo o que veem em Asgard. Sem saída, Thor pede ajuda de Loki para sair de Asgard com Jane e os três vão para o Mundo Sombrio, chamando a atenção de Malekith que os segue. Ao chegar lá, Thor luta com Malekith que o vence e retira o Éter de Jane, assim que o faz Loki ataca Malekith, mas acaba sendo aparentemente morto, Malekith então parte para terra e Thor e Jane vão atrás dele. A nave mãe de Malekith aterrissa em um velho colégio naval de Greenwith em Londres. Thor e Malekith brigam e Jane prepara uma armadilha para o vilão que com seus equipamentos científicos consegue transporta-lo junto com sua nave para o Mundo Sombrio e o vilão acaba esmagado por sua própria nave. De volta a Asgard, Thor rejeita o trono dizendo preferir continuar protegendo os Nove Reinos, quando Thor sai, Odin revela ser na verdade Loki.

 

Análise: Aqui Thor aparece quase dois anos depois da batalha em Nova York contra os Chitauri, é mostrado um Thor um pouco mais maduro e responsável, se parece muito com Tony Stark em seu ultimo filme, sendo mais serio e assumindo suas responsabilidades, mas ainda assim lhe falta alguma coisa para convencer o espectador de sua importância. Loki mesmo um prisioneiro continua destilando veneno e ódio, mas sem perder a classe, foi uma grata surpresa vê-lo em desespero após a morte de Frigga, sua mãe adotiva, já que parece que ela era a única da família que ainda demonstrava se importar com ele. Falando nela, a morte de Frigga consegue ser sentida pelo espectador mesmo ela não tendo tanta importância para a estória, sua morte fez seus filhos se aproximarem novamente, mas não conseguiu fazer Loki recuar dos seus planos cruéis, e isso nos abre uma questão: Será que Loki conseguiu matar Odin? Já que mostra ter tomado seu lugar no final do filme. Ainda falando sobre a morte de Frigga, seu funeral consegue arrancar uma lagrima do canto do olho dos mais sensíveis, pois a cena é uma bela mistura de “Star Wars” e “O Senhor dos Anéis”.
O vilão deste filme são os Elfos negros, muito bem adaptados das HQs, apesar de que Malekith, seu mestre, pode ser assustador para alguns, mas como vilão central se mostrou tão ineficiente em seus planos que acabou sendo derrotado de uma forma muito simplória, que até faz nos arrepender de ter perdido quase duas horas assistindo a esse filme.
Infelizmente apesar de toda a propaganda após o filme “Vingadores” o filme solo de Thor não saiu do obvio e usou praticamente o mesmo roteiro do primeiro filme, mas com algumas modificações, a magia e a ciência foram novamente usadas como uma arma contra os vilões do herói, o que é um desperdício já que o personagem e todo o universo que o compõe tem muito potencial e não tem necessidade de usar a Terra como o palco da apresentação de Thor. Outra questão que me incomodou foi o uso errôneo da personagem Jane Foster interpretada pela maravilhosa Natalie Portman, mas que aqui é visível estar desconfortável na personagem que só serve pra dar partida na estória e como sempre é tida como a donzela em perigo e essa estória de donzela na Marvel não da certo.

 

Uma pena que houve essa repetição de estória, pois o filme tinha muito potencial já que contava sobre o início do universo e a importância de Asgard ao equilíbrio dos Nove Reinos, além de apresentar a Joia da Realidade, muito importante para o futuro da Marvel nos cinemas. Se pelo menos a estória se centrasse em Asgard, no Mundo Sombrio ou em qualquer outro não mencionado, se tornaria um ótimo filme, com um ótimo enredo e um elenco que já é espetacular.

 

Capitão América: O Soldado Invernal

Sequencia do filme solo do personagem, Capitão América: O Soldado Invernal foi lançado em 2014. Após dois anos da batalha de Nova York, Steve Rogers ainda tenta se adaptar ao mundo moderno ao qual foi acordado e agora trabalha como um Agente da SHIELD em conjunto com a Viúva Negra. Em meio a uma missão ele acaba descobrindo uma grande conspiração na SHIELD, pois a HYDRA a está usando para operar por baixo dos panos. Para se proteger a HYDRA ataca Nick Fury e a central da SHIELD que acaba se virando contra o Capitão América e seus aliados como o Falcão, assim em um primeiro confronto, eles acabam lutando contra o Soldado Invernal ao qual Steve descobre ser na verdade seu velho amigo Bucky Barnes, ao qual achou que estivesse morto. Steve então busca ajudar seu amigo e acabar com a conspiração na SHIELD revelando ao mundo a HYDRA e os segredos sujos da SHIELD em uma grande batalha entre as duas organizações. Assim Nick Fury ressurge para ajuda-los nessa ultima missão que coloca diversas vidas em risco, mas ao lado da Viuva Negra e do Falcão, o Capitão América consegue deter os planos da HYDRA e ate libertar Bucky da sua prisão mental, mas isso causa uma grande consequência e praticamente encerra as atividades da SHIELD tendo seus agentes todos dispersados pelo mundo.

 

Análise: Considero este o ultimo filme solo do Capitão América, pois seu terceiro filme compõe a maior parte dos Vingadores em seu elenco. Aqui temos um Capitão tentando levar uma vida normal neste novo mundo, mas vê se bem que somente está na SHIELD por falta de opção, pois as atividades da organização o deixam em duvida sobre seu legado e sua serventia para o mundo. A Viúva Negra e Falcão são ótimas aquisições de elenco já que o Capitão não tem muitos amigos, assim uma velha conhecida dos Vingadores e um ex-soldado são ótimos parceiros nesta nova aventura, que está muito mais centrada no mundo da espionagem tendo a SHIELD como palco, o que é uma boa opção, pois conseguimos conhecer mais a fundo a organização tendo ainda a HYDRA como grande inimiga e principal motivo dos desastres que ocorrem na estória do filme. Este enredo mais interessante e adulto que do primeiro filme “O Primeiro Vingador”, que apesar de ser uma estória de origem o personagem acaba sendo mais como uma arma e não tem uma real importância para a vitória dos EUA, aqui ocorre o contrario, neste segundo filme o Capitão ganha total atenção dos espectadores sendo que o filme vai aonde o Capitão manda. Vilões comuns do Universo Marvel surgem como o Ossos Cruzados e Batroc , mas se mantem em sua categoria de coadjuvantes assim como Armin Zola, um cruel vilão da Marvel que aqui aparece apenas para explicar toda a confusão que envolve o filme. A estrela vilanesca é realmente o Soldado Invernal, furtivo, implacável e poderoso, ele chega arrebentando tudo, sua melhor cena é a da sua revelação, como o amigo de longa data do Capitão, Bucky Barnes o personagem interpretado por Sebastian Stan mostra ter grande potencial (e talvez um futuro, como o substituído do Capitão América).

 

O filme não é apenas bom, mas ótimo, comparando todos os filmes desta Segunda Fase Cinematográfica da Marvel (após os Vingadores), este é o melhor filme, pois não decepciona e ainda incrementa na narrativa do Universo Marvel para a sequencia do filme do grupo poderoso Os Vingadores.

 

Guardiões da Galáxia

Primeiro filme intergaláctico do Universo Cinematográfico Marvel, lançado em 2014. Este filme mostra a origem dos Guardiões da Galáxia, começando por seu líder Peter Quill, que foi abduzido da Terra por um grupo de saqueadores e após 30 anos acaba fugindo do grupo para viver suas próprias aventuras na Galáxia e ser reconhecido por seu codinome: Senhor das Estrelas. Ao roubar um artefato, Quill acaba atiçando a ira de Ronan, um Kree fanático que deseja destruir o planeta Xandar. Gamora filha adotiva de Thanos abandona Ronan e vai atrás de Quill para roubar o artefato e vender para fugir da Galáxia, ao encontra-lo começa um embate entre os dois que encontram um guaxinim falante e caçador de recompensas e uma arvore humanoide intitulado Groot. Por toda a confusão que causam em Xandar, eles são presos pela Tropa Nova e enviados para a prisão, lá fazem uma aliança junto com outro prisioneiro chamado Drax, ate que o artefato seja vendido e o lucro dividido entre eles. Em uma fuga espetacular, eles fogem da prisão em direção de Luganenhum, um lugar no espaço feito de uma cabeça de um ser celestial morto. Ao encontrar o Colecionador, descobrem que o artefato na verdade é uma Joia do Infinito, um item raro e de poder imensurável, esta joia chamada Joia do Poder pode destruir um planeta inteiro. Drax por sua sede de vingança chama Ronan para enfrenta-lo, este chega a Luganenhum com seu exercito para recuperar a Joia, os Guardiões então fogem ao ver a destruição que ela pode causar, mas acabam derrotados e Gamora quase morre, sendo salva por Quill e os Saqueadores que estavam atrás dele. Eles conseguem convence-los a ajuda-los a defender Xandar e a recuperar a Joia, assim o grupo finalmente se une como os Guardiões da Galáxia e em uma batalha épica, com a ajuda dos saqueadores e da Tropa Nova, os Guardiões conseguem deter Ronan que tem a Joia roubada no ultimo instante por Quill que a segura nas mãos e com a ajuda dos demais Guardiões destroem Ronan e salvam Xandar e toda a Galáxia.

 

Análise: Uma visão moderna e hilária dos Guardiões com sua formação totalmente repaginada (desde os figurinos a personalidade) e que deu muito certo nesta nova versão da origem dos Guardiões da Galáxia. A escolha de cada um dos atores foi perfeita para seus papeis, sendo devidamente caracterizado, o filme acaba impressionando por contrastar a realidade com a ficção das HQs, o que acaba incorporando uma ótima aventura que tem como principal objeto uma das Joias do Infinito, o que se acopla perfeitamente com o restante do Universo Marvel nos cinemas. Thanos aqui se apresenta como um deus louco que vive longe, apenas cuidando de seus negócios (sabemos bem que ele esta em busca das outras Joias do Infinito que ainda não apareceram), Ronan o acusador é exatamente o que se esperava do grande vilão da trama, um ditador louco com síndrome de grandeza. Claro que o melhor do filme são os Guardiões, o grupo apesar de grande dá muito certo nas telas, suas brigas e confusões são engraçadíssimas e apesar de brigarem em quase todo o filme, quando se reúnem por um ideal ninguém segura eles. Dois ótimos pontos que me chamaram bastante atenção é o cenário de Luganenhum e seu ilustre morador, O Colecionador e suas coleções incríveis, outro belíssimo cenário foi do planeta Xandar e sua batalha final, que encerra com chave de ouro o primeiro filme que tem toda a razão de ser um grande sucesso.

 

Um filme sobre a Galáxia, com personagens com personalidades tão distintas, mas que se acertam juntos como uma família, que briga, discute, mas cuidam um do outro. É um filme muito divertido e com uma aventura digna, com efeitos especiais belíssimos, principalmente ao que se refere aos efeitos nos personagens Rocket e Goot que são fofos e muito bem produzidos para as telonas, que quase deixa o espectador imaginar que existem de verdade. Um belo começo, para uma jornada que pode demorar para ter seu fim.

 

Vingadores: A Era de Ultron

Segundo filme do grupo de heróis Os Vingadores, lançado em 2015. Após a HYDRA ser revelada ao mundo, os Vingadores se unem novamente, agora para recuperar o cetro de Loki que estava sob o poder da SHIELD e foi parar nas mãos da HYDRA, eles invadem um posto da organização liderado pelo Barão Von Strucker que tem feito experiências em humanos usando o cetro ao qual foi bem sucedido em dois deles: Os gêmeos Wanda e Pietro Maximoff, que conseguiram os poderes de telecinese e super-velocidade respectivamente. Após recuperar o cetro, Tony acaba tendo sua mente atacada por Wanda que o faz criar em conjunto com Bruce Banner uma nova inteligência artificial com o intuito de proteger a Terra chamado Ultron, mas essa inteligência da errado quando Ultron começa a questionar as ordens de Tony e destrói JARVIS, ao atacar os Vingadores ele usa a internet para fugir deles e começar a sua missão de alcançar a paz destruindo a raça humana. Ultron faz um corpo mecânico próprio e com a ajuda dos gêmeos começa a construir um novo corpo mais resistente usando a Joia da Mente que estava no cetro, como seu condutor de poder. Os Vingadores tentam o impedir a todo custo em uma primeira luta entre eles e Ultron, mas acabam perdendo ao terem suas mentes atacadas por Wanda que faz com que Hulk fique louco e ataque uma cidade inteira sendo contido por Tony em sua Hulkbuster. Após se recuperarem, em um segundo confronto os Vingadores conseguem roubar o corpo sintozoide de Ultron, Tony consegue reconstruir JARVIS e pensa em colocar sua inteligência no corpo do sintozoide, o que o Capitão América discorda, mas Thor usa seus raios para concluir a atualização do sintozoide que nasce, mas não é JARVIS ou Ultron, ele agora é o Visão. Com mais uma aquisição a equipe, além dos gêmeos que veem o terror que Ultron quer trazer a humanidade, os Vingadores enfrentam uma nova batalha contra Ultron e seus milhares de robôs, em uma grande batalha e após muitas perdas, os Vingadores conseguem vence-lo.

 

Análise: O filme foi muito bem promovido pelo sucesso do primeiro Vingadores, mas infelizmente acaba não chegando nem perto daquela estória, muito por pegar uma grande saga das HQs “A Era de Ultron” e adapta-la para as telonas de uma maneira tão simplória, a Marvel errou a mão ao mudar a origem do vilão Ultron criado originalmente por Hank Pym, neste filme os responsáveis por cria-lo é Tony e Banner, o que até dá pra entender pelo lado de Tony, mas Banner? Apesar de ser retratado como um bobão ele não é. Se tirarmos essa falha grave o filme é bom, mas não tanto quanto o primeiro, é um filme que fala sobre perda e medo, apresentando os irmãos Maximoff (nas HQs são filhos do mutante Magneto), aqui apresentados como dois humanos aprimorados pelo poder da Joia da Mente que parou nas mãos do Barão Von Stroker e com o poder dela, conseguiu aprimorar os gêmeos que desejam vingança contra Tony Stark. Os gêmeos foram bem apresentados com seus respectivos poderes, ainda em sua fase inicial sem experiência e responsabilidade sendo os grandes responsáveis pelos acontecimentos do filme, colocando o medo na mente dos Vingadores que agora aparecem mais unidos e decididos e nem a besteira de criar o vilão Ultron no filme não os separou, apenas os uniu mais para derrotar o inimigo em comum e salvar o mundo mais uma vez. Falando do Barão Von Stroker gostei da sua introdução e participação que me lembrou de sua contraparte nas HQs principalmente por seu monóculo. Outros personagens também chamaram bastante atenção, como a criação do Visão que foi crucial para a equipe vencer o vilão, e sua caracterização e personalidade iguais a das HQs, o vilão cibernético Ultron com uma sede de revolucionar e trazer a evolução para o mundo pode ser considerado o segundo melhor vilão dos filmes da Marvel, apenas atrás de Loki, já a apresentação de Ulisses Klaus o Garra Sônica e a origem de ter sua garra nos filmes deu um belo ponto de partida para o futuro Pantera Negra.

 

Um filme mais maduro, que focou na equipe dos Vingadores que estão mais fortes e confiantes, com um futuro mais responsável e melhor pra equipe, apesar de não ter passado nem 10% da grandeza da saga “Era de Ultron” das HQs, o filme pelo menos serviu para introduzir dois novos Vingadores e explicar um pouco mais sobre a Joia da Mente e seu real poder, preparando o terreno para o futuro terceiro filme do grupo.

 

Homem Formiga

Ultimo filme da Fase 2 da Marvel Studios e primeiro filme de um dos heróis mais importantes da Marvel Comics, o Homem Formiga foi lançado em 2015. O filme conta a origem do segundo Homem Formiga, Scott Lang, um ex-detento que foi preso por assaltar um dos cofres mais bem seguros do mundo. Após cumprir seu tempo na prisão, ele tenta recuperar tudo o que perdeu e isso quer dizer sua filha Cassie, mas precisa arrumar sua vida e um novo emprego, sem conseguir nada, aceita fazer “um trabalho”: roubar um velho cientista que tem um cofre secreto. Apesar de ser bem sucedido no roubo descobre que no cofre tinha apenas um uniforme que leva pra casa, ao experimenta-lo descobre que ele pode encolher do tamanho de uma formiga e uma voz estranha acaba falando com ele, com medo de voltar para a cadeia, Lang volta a mansão do cientista e devolve o uniforme, mas ao sair é pego em flagrante pela policia e acaba preso. Na sala de interrogatório, conhece um homem chamado Hank Pym e descobre ser ele o dono do uniforme, Pym o ajuda a escapar da prisão o levando para sua mansão, pois tem uma missão para ele. Pym explica que seu antigo pupilo chamado Cross esta desenvolvendo uma formula parecida com a sua de encolhimento e irá usá-la para o mau, Lang no começo fica receoso, mas aceita ajuda-lo sendo treinado por Pym e nesse meio tempo ainda descobre que Pym quando jovem foi o primeiro Homem Formiga, mas acabou desistindo de sua carreira heroica ao perder sua esposa Janet Van Dyne, mãe de sua filha Hope que os está ajudando. Todos se preparam para invadir a empresa Pym, mas são descobertos por Cross que usa seu uniforme de Jaqueta Amarela para dete-los e que quase mata Pym. Assim Lang e Cross se enfrentam em uma luta incrível, com seus poderes de diminuição que coloca Cassie em perigo, mas Lang se torna molecular e destrói o uniforme de Cross, voltando milagrosamente ao tamanho normal, Lang consegue se provar como um verdadeiro herói, recuperando sua filha e uma vida digna novamente.

 

Análise: Aqui conhecemos o segundo Homem Formiga das HQs Scott Lang, é tudo o que esperávamos de um personagem cativante, um cara comum que tem apernas um tesouro na vida, a sua filha Cassie e consegue uma segunda oportunidade dada pelo primeiro Homem Formiga Hank Pym interpretado pelo grande ator Michael Douglas. Achei o enredo inteligente, interligando o passado com o futuro, apesar de que ainda gostaria que a Marvel tivesse escolhido que Hank Pym fosse o Homem Formiga, pois apesar das besteiras que fez nas HQs, Pym ainda é o melhor e mais indicado Homem Formiga por sua inteligência, agilidade e por ser um cientista exímio, apenas ele sabia como controlar sua formula da melhor maneira. Apesar disso, souberam refazer a estória onde o espectador pode acompanhar o treinamento do herói, seu controle sobre as formigas, sua bela amizade com Pym e sua filha e o melhor, conseguimos ver uma ótima luta entre Lang e o Jaqueta Amarela, o louco vilão do filme que não deixa pingos nos “is”, conseguimos sentir raiva e receio do arqui-inimigo do Homem Formiga que está ali não somente para acabar com Pym, mas para mostrar ao mundo que é o melhor. A meu ver, o melhor do filme é com certeza as cenas em miniatura, onde vemos o Homem Formiga em cenários minúsculos, mas para ele gigantescos, a convergência entre ele ser grande ou pequeno é incrível trazendo ao espectador cenas alucinantes e de tirar o folego do início ao fim.

 

Um ótimo início para um herói que tem um grande futuro no Universo Cinematográfico Marvel, o Homem Formiga já deveria ter aparecido a muito tempo por ter sido ele o fundador dos Vingadores, mas apesar desse pequeno percalço, o enredo e os efeitos especiais do filme compensam nos trazendo uma das melhores produções da Marvel Studios até o momento.

 

 

Aqui acaba a Fase 2 da Marvel Studios!

Jessica Potter

Formada em História, Escritora e amante do Universo Geek.

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